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Atualizado a 26 Aug, 2019

Finalistas do Navigator Art on Paper Prize já são conhecidos

Abu Mansaray
Depois de divulgar os 15 nomeados, a The Navigator Company revelou agora os cinco artistas finalistas à segunda edição do Navigator Art on Paper Prize, galardão de Arte em papel cujo artista vencedor será tornado público no próximo dia 11 de maio.

 

Os cinco artistas que integram a lista de finalistas – Abu Bakarr Mansaray (Serra Leoa), Andrea Bowers (EUA), Catherine Anyango Grünewald (Suécia / Quénia), Maria Berrio (Colômbia) e Mateo López (Colômbia) – aguardam agora pela decisão final do júri.

 

Este ano, o júri é composto por Claire Gilman, Curadora Chefe do Drawing Center, em Nova Iorque; Jacob Fabricius, Diretor do Kunsthal Aarhus, em Copenhaga; María Inés Rodríguez, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea do Museu de Arte de São Paulo (MASP); Nimfa Bisbe Molin, Diretora da Coleção de Arte da Fundación La Caixa e Joana P. R. Neves, Diretora Artística do Drawing Now (Feira de Desenho em Paris) são os responsáveis pela escolha dos finalistas e também daquele que será o vencedor Navigator Art on Paper Prize, em 2019.

 

Com curadoria da responsabilidade de Filipa Oliveira, o Prémio Navigator Art on Paper tem como missão apoiar a criação artística em papel, valorizando-o como um dos suportes de inovação, criatividade, investigação e arte.

 


Uma selecção de obras de cada um dos cinco finalistas da segunda edição do Navigator Art on Paper Prize, algumas criadas especialmente para o prémio, estará em exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, de 16 de maio a 1 de junho, com entrada gratuita numa oportunidade única de conhecer as obras. A exposição irá coincidir com a Arco Lisboa, e terá um programa intenso de visitas e conversas complementares.

 

ABU BAKARR MANSARAY (n. 1970, Tongo, Serra Leoa).

Vive e trabalha em Freetown.

Abu Mansaray

Abu Bakarr Mansaray estudou, de forma autodidata, matemática, ciência, física, engenharia e electrónica. Com estes conhecimentos engendra desenhos que se assemelham a esquemas e diagramas de construção de máquinas por ele inventadas, as quais podem produzir desde fogo, a luz, frio, vento ou água. De grandes dimensões, estas obras singulares, estranhas e intricadas são feitas com grafite, esferográficas e lápis de cor, e despertam no espectador uma curiosidade invulgar.


A primeira exposição internacional de Abu Bakarr Mansaray aconteceu em 2000, na Bienal de Lyon (França), após a qual o seu trabalho surgiu em inúmeras mostras coletivas: Africa Remix (2004-07), Düsseldorf, Londres, Paris, Tóquio e Joanesburgo; African Art Now: Masterpieces from the Jean Pigozzi Collection (2005-06), Houston, Washington e Mónaco; Why Africa? (2007), Turim; Here Africa (2014), Genebra; All the World Futures, Bienal de Veneza (2015); Regarding Africa: Contemporary Art and Afro-Futurism, Art Museum, Tel-Aviv (2016); Flow of Forms / Forms of Flow, Institut d'histoire de l'art, Louis-et-Maximilien University, Munique (2017); AFRICA. Raccontare un mondo, PAC Padiglione d'Arte Contemporanea, Milão (2017); Art/Afrique: le nouvel atelier _ The Insiders: a selection of works (1989 to 2009) from the Jean Pigozzi collection of contemporary African Art, Fondation Louis Vuitton, Paris (2017); Afro-Tech and the Future of Re-invention (2018), HKMV, Dortmund; Design Histories between Africa and Europe. Flow of Forms / Forms of Flow, Museum für Völkerkunde Hamburg, Hamburgo (2018), entre outras.


ANDREA BOWERS (n. 1965, Wilmington-Ohio, EUA).

Vive e trabalha em Los Angeles.

 

Andrea Bowers

Andrea Bowers é uma feminista e ativista cuja obra se debruça sobre temas da política contemporânea (em particular a situação norte-americana) servindo-se do protesto, da procura por uma justiça social e da desobediência como ferramentas para a prática artística. Utiliza a estética como forma de dar visibilidade a temas que vão desde os direitos das mulheres à justiça climatérica, da imigração às relações laborais.


Formada no California Institute of the Arts (1992), Bowers integra atualmente o corpo docente do Otis College of Art and Design, em Los Angeles.

Das suas exposições individuais mais recentes destacam-se: Yerba Buena Center for the Arts, São Francisco (2019); Andrew Kreps Gallery, Nova Iorque (2019); Open Secret, Capitain Petzel, Berlim (2018); Disrupting and Resisting, kauffman repetto, Milão (2018); Hammer Projects: Andrea Bowers, Hammer Museum, Los Angeles (2017); Women Workers of the World Unite!, CAC– Contemporary Arts Center, Cincinnati (2017); The United States v. Tim DeChristopher, Elizabeth Leach Gallery, Portland (2017); e Andrea Bowers: Sanctuary, Bronx Museum, Nova Iorque (2016).


Nas mostras coletivas destacam-se: The Warmth of Other Suns, The Phillips Collection, Washington D.C. (2019); United by Aids, Migros Museum für Gegenwartskunst, Zurique (2019); The Street. Where The World Is Made, MAXXI Museum, Roma (2018); Half the Picture: A Feminist Look at the Collection, Elizabeth A. Sackler Center for Feminist Art, Brooklyn Museum, Brooklyn (2018); Agora, The High Line, Nova Iorque (2018); Power to the People, Political Art Now, Schirn Kunsthalle, Frankfurt (2018); Documenta XIV, Kassel (2017); La Terra Inquieta, Milão (2017); An Incomplete History of Protest: Selections from the Whitney’s Collection, 1940-2017, Whitney Museum of American Art, Nova Iorque (2017); Sonic Rebellion: Music as Resistance, Museum of Contemporary Art Detroit, Detroit (2017), e La Terra Inquieta, Triennale di Milano, Milão (2017).


CATHERINE ANYANGO GRÜNEWALD (n. 1982, Nairobi, Quénia).

Vive e trabalha em Estocolmo.

 

Catherine Anyango

Um dos temas centrais do trabalho de Catherine Anyango Grünewald é o espaço público e como este é afetado por acontecimentos traumáticos; como este mesmo lugar também é símbolo da opressão sistémica, histórica e económica dos marginalizados. A artista escolheu trabalhar maioritariamente com lápis de carvão sobre papel por causa do carácter democrático desta ferramenta, comummente utilizada, e, em particular, em contextos não artísticos. Através dos seus desenhos, Anyango Grünewald tenta rescrever histórias e acontecimentos de forma a desvendar estruturas invisíveis de poder e violência.


Estudou na Central Saint Martins e no Royal College of Art, ambos em Londres, e realizou posteriormente um mestrado em literatura moderna da UCL, Londres. Atualmente lecciona na Konstfack University of Arts, Crafts and Design, em Estocolmo.


Algumas das suas exposições mais recentes incluem: Graphic Witness, The Drawing Room, Londres (2017); Typojanchi 2017, 5a Bienal Internacional de Tipografia, Seul; Crying Out Loud: Ladies Room, Edwardian Cloakroom, Bristol (2016); Prison Drawing Project 2016, Dean Road Prison, Scarborough (2016); Comix Creatix – Women Making Comics, House of Illustration, London (2016) e 3881 days, Blank Lab Gallery, Cidade do Cabo (2016), entre outras.


O seu romance gráfico Heart of Darkness (2010), adaptado do livro homónimo de Joseph Conrad foi distinguido pelo Observer Graphic Novel of the Month, estando traduzido em sete línguas.


MARIA BERRIO (n. 1982, Bogotá, Colômbia).

Vive e trabalha em Nova Iorque.

Maria Berrio

As grandes colagens de Maria Berrio, feitas através de uma escolha minuciosa de papel de fontes diversas, exploram a diversidade das cores e texturas. Construindo narrativas surrealistas, as obras de Berrio inspiram-se na mitologia e no folclore sul americano, bem como na sua própria biografia. As suas colagens retratam maioritariamente figuras femininas, que a artista descreve como “mulheres fortes, vulneráveis e corajosas, em harmonia consigo próprias e com a natureza”.


A artista colombiano é bacharel em artes plásticas pela Parsons School of Design e mestrado pela School of Visual Arts de Nova Iorque.


Das exposições individuais destacam- se: In a time of draught, Praxis International Gallery, Nova Iorque (2017); The Harmony of the Spheres, Praxis International Gallery, Nova Iorque (2015) e Dream Gardens, Praxis International Gallery, Nova Iorque (2013). Praticipou em várias exposições coletivas incluindo: People Get Ready, Nasher Museum of Art, Durham (2018); Art on Paper 2017 Biennial, Weatherspoon Museum, Greensboro (2017); Arachnes Wolf, Livtak Contemporary, Tel- Aviv (2016); CUT N MIX, El Museo del Barrio, Nova Iorque (2015), e Carpe Diem: A Latin American Art Exhibition, Philadelphia City Hall, Filadélfia (2012).


 

MATEO LÓPEZ (n. 1978, Bogotá, Colômbia).

Vive e trabalha em Bogotá.

 

Mateo Lopez

As exposições mais recentes de Mateo López transformam-se em desenhos tridimensionais, para serem explorados fisicamente quer pelo corpo dos visitantes, quer por performances de gestos e movimentos coreografadas com precisão por bailarinos profissionais. Mais do que uma disciplina artística, o desenho é para López uma ferramenta para habitarmos o mundo.


Formado em arquitetura pela Pontificia Universidad Javeriana e em Artes Visuais na Universidad de Los Andes, o artista colombiano já colecionou vários prémios, incluindo o Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative (2012), o prémio da IX Bienal Internacional de Cuenca (2007) e o 1.º Prémio na VI Muestra Universitaria de Artes Plásticas (2003).


Entre as suas exposições individuais destacam-se: Play, Casey Kaplan Gallery, Nova Iorque (2019); Undo List, Drawing Center, Nova York (2018); Ciudad Fantasma, Casas Riegner, Bogotá (2016) e Palm Line Clock Hand, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2016).


Uma seleção das exposições coletivas recentes inclui: Oroi. Queda mucho pasado por delante, Artium, Vitoria-Gasteiz (2018/19); Abriendo el sistema, MAMBO, Bogotá (2018); De la línea al movimiento – Inventar cosas para hacer mientras se camina, Blueproject Foundation, Barcelona (2017); 99 Cents or Less, MOCA Museum of Contemporary Art, Detroit (2017); De lo espiritual en el arte, MAMM, Medellín (2016); A Weed is a Plant out of Place, Lismore Arts Castle, Lismore (2016), e Trace of Existence, UCCA Ullens Center for Contemporary Art, Pequim (2016).