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Atualizado a 25 Jun, 2019

Maioria dos portugueses a favor de banir os sacos de plástico ultraleves

Portugueses a favor da proibicao de sacos de plastico

São 91% os portugueses que consideram que os sacos de plástico ultraleves, usados principalmente em superfícies comerciais para a colocação de frutas e vegetais, devem ser proibidos.

A conclusão é do Observatório Permanente de Tendências de Reciclagem, uma iniciativa promovida pela Novo Verde, numa pesquisa desenvolvida pela Marktest.

Até mesmo quem não tem o hábito de reciclar concorda com esta proibição (85%), não havendo uma grande discrepância de opiniões quando se segmenta o grupo por género, geração ou classe social.

Os inquiridos continuam a mostrar intenção de devolver embalagens de bebidas não reutilizáveis, apesar de, neste trimestre, o valor ter sido mais baixo do que no anterior (89 pontos, em comparação com os 90 de janeiro).

Os indivíduos com maior consciência ecológica são quem revela maior intenção de concretizar a devolução, seguindo-se a Geração Y (22-36 anos), que neste trimestre ultrapassa a Geração X (37-57 anos) neste aspeto.

Os portugueses estão dispostos a devolvê-las por 2 cêntimos cada (95%), embora apenas os Baby Boomers (+58 anos) tenham mostrado concordância com o valor, na totalidade. São os indivíduos com uma consciência ambiental mais fraca que têm menor disponibilidade para entregar as garrafas pelo mesmo valor (88%). Por outro lado, são quem mostra mais disponibilidade para a devolução se o valor de troca subisse para 6 cêntimos (8%).

Ricardo Neto, Presidente da Novo Verde, explica “que estes novos resultados mostram que há de facto uma preocupação generalizada com o ambiente, em concreto com o tema do plástico. São dados relevantes para a implementação de medidas que já estão em cima da mesa, dando-nos a perceção de como é que a população poderá reagir às mesmas”.

Comparando os resultados deste inquérito com o de janeiro, verifica-se que a percentagem de inquiridos que diz fazer a separação de resíduos aumentou de 84% para 89%, sendo que junto daqueles que não têm este hábito (11%) a intenção de o começar a fazer também aumentou (mais 5% do que em janeiro). No entanto, no geral, os inquiridos mantêm a posição de que a separação de resíduos ainda não está enraizada na população.

Segmentando gerações, os Baby Boomers voltam a ser quem mais recicla (95%), seguindo-se a Geração X (90%), a Geração Y (86%) e a Geração Z (84%). Ainda assim, é esta última geração que está no geral mais satisfeita com vários atributos ligados ao processo de reciclagem como a distância entre a residência e o ecoponto, a frequência na recolha ou limpeza dos mesmos.

Apenas relativamente às campanhas de sensibilização é que são os Baby Boomers quem está mais satisfeito. No geral, em todos este aspetos, o índice de satisfação baixou entre 1 e 4 pontos percentuais em relação a janeiro.