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Bola extintora permite acabar com pequenos incêndios em segundos

elide fire ball
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Há uma nova forma de controlar pequenos incêndios que podem deflagrar nas empresas. Trata-se da Elide Fire Extinguishing Ball, que chega da Tailândia, que explode ao entrar em contacto com o fogo e que controla o incêndio.
 

A bola pode ser usada na extinção de fogos de materiais sólidos e líquidos inflamáveis, em incêndios com gases combustíveis e em equipamentos elétricos até 5000 volts, bastando atirá-la para o local do foco de incêndio. Na explosão emite sempre um sinal sonoro entre 120 e 140 dba (decibéis).
 
O agente ativo é um pó químico composto por monofosfato de amónio, que apaga fogos numa área de oito a dez metros quadrados e de volume entre 30 a 35 metros cúbicos, sem danificar os materiais e sem prejudicar o meio ambiente.
 
A tecnologia pode ser manuseada por qualquer pessoa, com ou sem formação em extinção de fogos, sendo aplicada num suporte próprio, colocada sobre um potencial foco de incêndio, extinguindo-o automaticamente.

A bola pode ser usada em quase todos os setores de atividade, desde a indústria, transportes, bibliotecas e arquivos, indústria farmacêutica, transportes públicos, escolas, oficinas, postos de abastecimento, centros de dados e servidores, equipamentos militares, estabelecimentos prisionais, armazenamento, hospitais, náutica, centros comerciais, retalho, hotelaria, restauração, entre outros. Pode ainda ser usada em residências, apartamentos, condomínios, cozinhas, lareiras, aquecedores, garagens, armazéns, depósitos de materiais, por exemplo.
 
Em Portugal, a Elide Fire é representada pela Record Reference, entidade certificada pela Associação Nacional de Proteção Civil (ANPC) sob o número 2259 de 2016 e registada na APSEI sob o número 449 de 2017.
 
”Não sendo concorrente dos extintores, mas sim um complemento a este engenho em espaços fechados, a bola pode ser usada por pessoas com mobilidade reduzida, adolescentes e idosos, bastando atirá-la para o local em chamas”, explica Luis Vieira, sócio-gerente da Record Reference.
 
“Nas empresas, a bola pode ser colocada junto aos servidores, evitando a danificação dos mesmos em caso de fogo. Nos automóveis, a bola pode estar colocada junto ao motor ou mesmo na bagageira, sendo usada em caso de emergência. Nas escolas, nas IPSS, nos lares, a bola é útil, eficaz e segura”, afirma o responsável.
 

A origem

 
A ideia original foi concebida pelo tailandês Phanawatnan Kaimart, depois de, em 1997, ter sobrevivido a um grande incêndio num hotel em Pattaya, no qual morreram quase cem pessoas. Perante esta situação, o titular da patente começou a estudar formas mais eficientes e seguras de combate a fogos localizados.
 
A patente original foi registada na Tailândia, estando já em 21 países (Tailândia, Portugal, França, Roménia, Chile, Peru, México, Argentina, Turquia, China, Brasil, Espanha, Alemanha, Eslovénia, Malásia, Rússia, Grécia, Singapura, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein).
 

As distinções

 
A invenção já recebeu várias distinções, nomeadamente o prémio europeu Eureka, medalha de bronze no prémio Genius, de ouro no prémio WIPO e no prémio KIPA e uma medalha de ouro da Agência Federal de Ciência e Inovação da Rússia e do Conselho Nacional de Pesquisa da Tailândia, entre outros.
 
Em Portugal, a bola extintora foi distinguida na feira Securex 2017 como produto inovador, tendo sido apresentada na Liga de Bombeiros, à ANPC e outras entidades ligadas à segurança.
A bola tem o preço de venda ao público de 120€ (iva incluído) e está disponível para venda online no site www.elidefire.pt.