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Volume de negócios da Navigator cresce 3,8% em 2017

Resultados financeiros
 
Em 2017, o volume de negócios do The Navigator Group apresenta um crescimento de 3,8% face ao ano anterior, cifrando-se em € 1 637 milhões. O resultado deve-se ao desempenho das vendas de pasta, de energia e de tissue. As vendas de papel, que totalizaram € 1 200 milhões, contribuíram para 73% do volume de negócios, embora 0,9% abaixo do valor do ano anterior.
 
No setor da pasta, o ano de 2017 foi muito positivo, com uma forte procura que provocou uma recuperação significativa dos preços, quer na China quer na Europa. As vendas de pasta da Navigator cresceram 7%, para cerca de 311 mil toneladas.
 
Verificou-se também uma melhoria progressiva das condições de mercado no negócio de UWF ao longo do ano, com um fortalecimento de encomendas na Europa e em mercados overseas. Até ao final de novembro a procura mundial registou um crescimento de cerca de 0,2%, com especial enfoque nos mercados Asiáticos, designadamente na China. Na Europa, o consumo manteve-se estável (+0,1%), ainda que conhecendo um aumento na procura no Folio e no Cutsize, e regredindo nas bobines. O grupo registou um bom desempenho no volume de vendas de papel, com 1 578 mil toneladas vendidas.
 
No negócio de tissue, o mercado ficou marcado pela recuperação da procura, impulsionada pelo crescimento económico, nomeadamente no setor do turismo, verificando-se em simultâneo um aumento de concorrência na Península Ibérica e um aumento dos custos de produção, provocado pela subida do preço da pasta. A Navigator registou um aumento na produção de bobines e de produto acabado, beneficiando da expansão de capacidade de produção e transformação ocorrida ao longo de 2015. O volume de vendas cresceu 9% em relação a 2016, com uma melhoria no mix de produtos vendidos, e uma redução do peso de bobines.
 
No negócio de energia, a venda de energia elétrica em valor registou um aumento de 13% em 2017, refletindo a boa operação dos ativos de geração de energia elétrica. A venda de energia elétrica associada à operação das centrais de ciclo combinado a gás natural beneficiou igualmente do acentuado aumento do preço do brent de referência face ao período homólogo do ano anterior, cerca de 18%, o que influencia diretamente o indexante da venda. A produção bruta total de energia elétrica da Navigator no ano 2017 aumentou 5% face ao ano de 2016. Importa destacar também que o ano de 2017 foi o primeiro ano de funcionamento integral da central solar fotovoltaica da fábrica de papel de Setúbal (ATF), a operar em regime de autoconsumo.
 
No seu primeiro ano de atividade nos Estados Unidos, a Colombo Inc. registou as suas primeiras vendas de pellets, tendo atingido um volume de 120,6 mil toneladas e um valor de vendas de cerca de € 15 milhões. Como já referido, o arranque da fábrica deu-se num enquadramento de mercado bastante adverso, com alguns problemas iniciais na produção e comercialização das pellets, que se prolongaram durante alguns meses, o que conduziu a um impacto negativo em EBITDA proveniente deste negócio de cerca de € 16 milhões.
 
Neste contexto geral, o EBITDA registado situou-se em € 403,8 milhões, cerca de 2% acima do valor do ano anterior, refletindo uma margem EBITDA/Vendas de 24,7%.

O valor incorpora alguns fatores não recorrentes que se verificaram durante o ano de 2017 e cujo impacto global foi negativo em cerca de € 3,7 milhões: os incêndios florestais, que se estima tenham representado um impacto negativo de € 7 milhões no ano, contabilizado em ativos biológicos; os recebimentos de indemnizações relativas ao incêndio de Vila Velha de Ródão e ao turbogerador de Setúbal, que no seu conjunto resultaram num valor positivo de € 6,5 milhões.
 
Do lado dos fatores recorrentes, o Grupo registou uma evolução positiva dos custos variáveis de produção, nomeadamente ao nível da madeira (através do mix de compras) e ao nível dos custos de logística e embalagem. Nos custos fixos, importa referir que os custos com pessoal sofreram um agravamento de cerca de € 11,5 milhões em 2017 devido essencialmente ao aumento do número de efetivos nos novos negócios (Colombo e Tissue), acréscimo dos gastos com o fundo de pensões estendido a todos os colaboradores em Portugal, através de um novo plano de contribuição definida, assim como aos valores do prémio de desempenho a pagar no ano seguinte.
 
Os resultados líquidos no ano foram de € 207,8 milhões, e comparam com um resultado líquido de € 217,5 milhões em 2016, que nesse ano beneficiaram de reversão de provisões para impostos, bem como do efeito do regime extraordinário de reavaliação fiscal que resultaram num valor de impostos positivo de € 7 milhões, e que compara com um valor negativo de cerca de € 40 milhões em 2017.