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Navigator Arte em Papel vive no Chiado 8

Navigator Arte em Papel no Chiado 8

Quem aprecia arte em papel tem passagem obrigatória pelo espaço Chiado 8, no Largo do Chiado em Lisboa. Inaugurou ontem a exposição do prémio Navigator Arte em Papel, que estará disponível até ao dia 14 de setembro.

Com entrada livre, entre as 12h00 e as 20h00, a exposição mostra algumas obras dos finalistas Francisca Carvalho, Haig Aivazian, Seulgiu Lee e Shreyas Karle, assim como do vencedor Pedro A.H. Paixão.

Diogo da Silveira


A inauguração decorreu num ambiente informal, sendo a abertura do evento realizada pelo CEO da The Navigator Company, Diogo da Silveira.

“Este é um prémio muito especial. Não só por ser o maior prémio de arte em papel do mundo, mas por ser um prémio que valoriza o papel como suporte de comunicação, inovação e criatividade. Na Navigator acreditamos que o papel é um elemento-chave no desenvolvimento artístico e por isso decidimos lançar este prémio, num apoio às artes e criatividade, premiando o talento nacional e internacional de artistas com mais de dez anos de carreira”. Diogo da Silveira, CEO da The Navigator Company
 
Francisco Pedro Balsemão
 
Falaram ainda Francisco Pedro Balsemão, em nome do jornal Expresso, parceiro oficial da iniciativa, e Filipa Oliveira, curadora e coordenadora do prémio. “É um prazer enorme estar aqui hoje a premiar a melhor arte que se faz em papel. Não só pela qualidade dos trabalhos que aqui estão hoje representados, mas porque o papel é a base para a arte e para o ofício do Expresso, que há 45 anos é o jornal mais lido em Portugal. Independentemente da nossa transformação digital, da nossa aposta no audiovisual e da procura incessante por novos produtos, o papel continua a ser fundamental para a nossa forma de comunicar e para “o papel” que temos na sociedade portuguesa. E é por isso que temos muito em comum com a Navigator”, comentou Francisco Pedro Balsemão.
 
Filipa Oliveira
 
Filipa Oliveira relembrou o que sentiu quando recebeu o convite para ser curadora do prémio: “Eu achei absolutamente extraordinário começar um prémio, algo que para um curador é incrivelmente entusiasmante. Os prémios são sempre injustos, mas ao mesmo tempo são sempre o momento de celebrar o que os artistas fazem melhor”.

A curadora congratulou os 15 selecionados e os 5 finalistas, lembrando a importância da ação da Navigator, ao criar um prémio para artistas que se encontram a meio da sua carreira, em alturas que necessitam de um maior apoio, “pensado em Portugal, mas abrindo Portugal ao mundo e trazendo artistas internacionais” para o país, colocando-o no centro da arte contemporânea e no centro da arte sobre papel.
 
Filipa Oliveira (à esquerda) e Carla Abreu (à direita), com os finalistas da primeira edição

Filipa Oliveira agradeceu aos elementos do júri e à equipa da The Navigator Company, encabeçada por Rui Pedro Batista e Carla Abreu. “Obrigada por tudo o trabalho, todas as noites, todos os esforços e por conseguirmos fazer tudo e tão bem”, disse Filipa Oliveira, relembrando os outros elementos da empresa de comunicação e a colaboração com o jornal Expresso. Agradeceu também à Fidelidade, que cedeu o espaço Chiado 8, ao gabinete Silva Designers, responsáveis pela organização da exposição, aos galeristas que apoiam os artistas, e à Ocyan “que pôs o nosso catálogo pronto e que fez este troféu extraordinário com todas as fases do papel, desde a madeira, a pasta até à folha do papel!”.

Numa breve intervenção, Pedro A.H. Paixão, agradeceu a presença de amigos e familiares. “Este prémio é algo absolutamente especial para nós artistas, que vivemos este momento dos nossos percursos com enormes dificuldades e o apoio é absolutamente bem-vindo. A gratidão é profunda.”
 
Pedro A.H. Paixão
 
A terminar as apresentações, Diogo da Silveira chamou Francisca Carvalho, que celebrava o seu aniversário, para entregar um bouquet especial, com flores feitas em papel: “Nós quisemos mostrar que com o papel se faz tudo!”, brincou Diogo da Silveira.
 
Francisca Carvalho recebe flores de papel
 

O prémio


O Navigator Arte em Papel pretende apoiar a criação artística em papel, nacional e internacional, bem como valorizá-lo como um dos grandes suportes da inovação, criatividade, inteligência e arte. O concurso atribuiu €50 mil em prémios, €30 mil para o vencedor e €5 mil para cada um dos outros quatro finalistas.

Concedido anualmente, a primeira edição contou com um júri constituído por Maria da Graça Carmona e Costa (Presidente do Júri e diretora da Fundação Carmona e Costa), Elfi Turpin (Diretora do Crac Alsace, França), Anselm Franke (Responsável pelas Artes Visuais e Cinema da Haus der Kulturen der Welt), Filipa Oliveira (Curadora do prémio) e Jonathan Watkins, diretor da Ikon Gallery.

Cada membro do Júri nomeou três artistas com mais de 10 anos de carreira expositiva cujo percurso – utilizando o papel como meio principal de expressão – se distinguiu no plano nacional e internacional nos últimos três anos.

A Navigator assinou ainda um protocolo de parceria com o Expresso, que se traduz numa campanha de divulgação junto dos canais de comunicação do Grupo Impresa que abrange imprensa (jornal Expresso) e televisão (SIC e SIC Notícias).