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A The Navigator Company lucrou € 109 milhões em 2020, tendo reduzido o endividamento em € 35 milhões e registado um aumento das vendas de tissue em 10% e da pasta em 25%.

O ano ficou marcado pela queda expressiva no consumo global de papel de impressão e escrita (UWF) em resultado da pandemia, sobretudo no segundo trimestre, tendo-se assistido no terceiro e quarto trimestres a uma recuperação expressiva, particularmente na Europa.

Navigator Paper Setubal

No ano de 2020, a The Navigator Company registou um volume de negócios de  €1 385 milhões, tendo as vendas de papel representado cerca de 68% do volume de negócios, as vendas de pasta 11%, as vendas de tissue 10% e as vendas de energia também 10%.

O volume de vendas de UWF totalizou 1 276 mil toneladas, caindo 12% em relação a 2019. No entanto, as vendas de pasta e de tissue compensaram parcialmente a queda do negócio de papel, com o volume de pasta a crescer 25% para 394 mil toneladas, e as vendas de tissue a crescer 10% para 106 mil toneladas, os números mais expressivos desde que a empresa entrou neste segmento em 2009 com a aquisição da AMS.

Ao longo do quarto trimestre, num contexto de novos confinamentos parciais em vários países Europeus, a Navigator retomou os níveis de produção e conseguiu registar uma evolução positiva em relação ao trimestre anterior. Os resultados líquidos dos últimos quatro meses do ano atingiram os 34 milhões de euros, um crescimento de 9% relativamente ao 3º trimestre e de 64% face ao 4º trimestre de 2019.

Ao nível dos investimentos, o destaque vai para a conclusão e arranque da nova caldeira de biomassa da Figueira da Foz, um investimento que irá permitir a redução das emissões de CO2 do Grupo em mais de 30% em 2021, atingindo assim já este ano 1/3 da redução anunciada para a neutralidade carbónica em 2035.

A empresa foi também distinguida pelo CDP (Carbon Disclosure Project) pela sua atuação no âmbito das alterações climáticas com o rating “A”, alcançado apenas por 3% das empresas avaliadas num inquérito mundial.