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O Lidl Portugal começou 2020 sem sacos de plástico para transporte de compras, nas suas mais de 255 lojas em território nacional, de Norte a Sul do país. A medida significa menos cerca de 25 milhões de sacos de plástico em circulação, por ano.

O retalhista disponibiliza sacos de ráfia com 60% de material reciclado, vendidos a 60 cêntimos, ou, no caso das frutas e legumes, sacos reutilizáveis, laváveis e 100% recicláveis, com duas unidades a custarem 69 cêntimos, capazes de suportar um peso até 5Kg.

Os clientes podem optar por sacos de papel em dois tamanhos, médio e grande, vendidos a 10 e 14 cêntimos respetivamente, com 60% a 70% de pasta de papel reciclada na sua composição e certificação FSC Misto (embalagens provenientes de fontes responsáveis).

Segundo Bruno Pereira, Administrador de Compras do Lidl Portugal, “a sustentabilidade faz parte do nosso ADN e é transversal a toda a nossa cadeia de valor. O trabalho que temos vindo a desenvolver- com o objetivo de eliminar, reduzir, substituir e transformar - e a sensibilização da sociedade em relação ao plástico é primordial, mas é apenas um dos nossos focos e não o único: a utilização de papel sustentável, garante de uma boa gestão florestal, assegura um equilíbrio igualmente importante e vital para o meio ambiente."

Até ao fim do ano, o Lidl quer que as embalagens de todos os artigos de marca própria, que representam cerca de 70% dos seus produtos vendidos, sejam feitas de material reciclado ou fibra virgem com certificação FSC, que assegura que o papel e o cartão utilizados na produção de embalagens têm origem em florestas com gestão sustentável e promovem benefícios sociais, ambientais e económicos.

De acordo com o relatório ANP|WWF, "Repensar o Plástico em Portugal" (2019), a quantidade de embalagens de plástico descartáveis produzidas em 2016 foi de 195 902 toneladas. Ângela Morgado, Diretora Executiva da ONG, reforça que “para além dos valores de produção altos, a percentagem de itens reciclados globalmente no período de 1950-2015 foi apenas de 9%, e 12% foram incinerados. Os restantes 79% ficaram acumulados em aterros e perdidos na natureza, por isso é urgente travar a fuga de plásticos para os oceanos. Todas as ações responsáveis, como é exemplo a decisão do Lidl em parar a venda de sacos plásticos em todas as lojas e passar a utilizar menos plástico em artigos de marca própria, são um passo na direção certa”.