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O mais recente Barómetro Kaizen revela que a inovação, o lançamento de novos produtos (79%), a melhoria dos processos de marketing (44%), a capacitação da força de vendas e melhoria dos processos comerciais (43%) são as principais iniciativas estratégicas delineadas para o crescimento das organizações.

Os resultados do estudo, desenvolvido pelo Kaizen Institute em Portugal, mostram que 66% dos gestores continuam a acreditar que a economia nacional continuará a progredir, ainda que a um ritmo mais lento. Num contexto mais pessimista, 20% dos inquiridos crê que a economia nacional será afetada pelo abrandamento de outras grandes economias, podendo vir a estagnar ou entrar em recessão.

73% dos empresários inquiridos concorda que o objetivo de redução da dívida pública não será cumprido até 2022. Ainda assim, para 57% dos gestores, a diminuição da dívida pública é prioritária para alcançar o aumento do PIB e alavancar o crescimento. O alívio da carga fiscal e a atração de investimento externo, estão também no topo das prioridades, para 82% e 57% dos inquiridos, respetivamente.

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76% vai cumprir ou ultrapassar os objetivos estabelecidos para 2021

No que respeita ao desempenho das empresas, 40% preveem cumprir as metas estabelecidas para 2021, enquanto 36% prevê ultrapassar os seus objetivos. A existência dos fundos provenientes do PRR não parece afetar a estratégia das empresas, já que 60% confirma que não irá rever o seu planeamento de 3 a 5 anos, em função destes fundos.

“Os resultados desta edição do Barómetro mostram que a confiança dos empresários em relação à economia nacional melhorou ligeiramente nos últimos meses – de 10,4 para 11,1, numa escala de 0 a 20 – e que, apesar de a percentagem dos que esperam cumprir ou ultrapassar os seus objetivos de negócio ser elevada, há muitas empresas que ficaram aquém do que se propuseram.

Na verdade, está criada a consciência empresarial de que a Excelência Operacional já não garante a liderança de uma empresa no seu setor de atividade; é necessário somar-lhe a Excelência na Inovação e no Marketing e Vendas. Somos da opinião que o sucesso depende, na sua maior parte, das decisões estratégicas das nossas empresas e menos de fatores externos. No centro destas decisões não pode faltar o foco no talento e sua retenção, a otimização dos processos alavancada pela sua digitalização e ainda a inovação da proposta de valor.”, realça António Costa, Senior Partner do Kaizen Institute Western Europe.

Por outro lado, a redução de custos, tem vindo a ser atingida através do aumento de produtividade (85%) e da automatização de processos (83%).

O mundo híbrido veio para ficar

A pandemia abriu portas aos modelos de trabalho remoto e 60% dos gestores confirma que, no decorrer do próximo ano, as suas empresas irão adotar um modelo de trabalho híbrido (maioritariamente presencial). No entanto, 35% admite seguir um modelo de trabalho 100% presencial.

O Barómetro Kaizen concluiu ainda que, para 47% dos gestores, a atribuição de bónus e outras compensações são uma das suas principais estratégias para atrair talento. Seguem-se os Modelos de progressão de Carreira (46%) e os aumentos salariais (41%), como outros dos principais eixos para reter os colaboradores.

Se realçar que 41% dos gestores revela que avançou para a digitalização das suas operações, sem antes proceder à otimização dos seus processos e definir uma estratégia transversal à organização.
 

O Barómetro Kaizen é um estudo de opinião desenvolvido semestralmente pelo Instituto Kaizen em Portugal junto de administradores e gestores de médias e grandes empresas que atuam no mercado português sobre a sua perspectiva quanto a temas de atualidade, à evolução da economia e do seu negócio, perspectivando tendências e desafios. A edição de novembro do Barómetro Kaizen inquiriu mais de 200 gestores de empresas que representam, no seu conjunto, mais de 35% do PIB de Portugal.