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Atualizado a 22 Nov, 2019

500 Anos de Correios: CTT faz emissão filatélica e anuncia atividades para 2020

Emissão filatélica comemorativa

A 9 de outubro realizou-se o Dia Mundial dos Correios e os CTT lançaram uma emissão filatélica comemorativa dos 500 anos do Correio em Portugal, inaugurando ainda exposições relacionadas, num evento que decorreu na Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC).

Teresa Salema, presidente da FPC, relembrou o papel dos correios enquanto motor de desenvolvimento das sociedades, referindo que existe um acervo de 2,8 milhões de selos, 66 mil peças postais e mais de um milhão de documentos históricos em formatos analógico e digital. “Só sabendo de onde vimos podemos saber onde estamos e para onde vamos”, comentou.

José Manuel Coelho lembrou que o serviço postal vive um momento de inovação com a explosão do comércio eletrónico, a entrega de encomendas por drones e robots. “É um momento muito estimulante”, expressou o vice-presidente da entidade reguladora ANACOM.

João Bento

João Bento, presidente executivo dos CTT, referiu que o próximo ano marca o aniversário dos 500 anos dos Correios em Portugal, que se celebra a 9 de novembro. Até lá vão decorrer várias iniciativas comemorativas, como um selo comemorativo que será oferecido a todos os portugueses, a emissão de uma moeda oficial pela Imprensa Nacional da Casa da Moeda, a publicação de diversos livros, animação no Museu dos Coches junto de uma carruagem de Mala-Posta e a exibição, na Torre do Tombo, de uma exposição com os documentos originais da criação dos Correios.

A emissão filatélica

A nova emissão filatélica mostra a evolução dos emblemas dos CTT em 1880, 1936, 1953 e 1964 e um bloco composto por dois selos com os símbolos de 1991 e 2015. Foi distribuída, durante a cerimónia, num folheto que contou com o design do AF Atelier e com a impressão da Duocor – Artes Gráficas.

Carruagem dos Correios

O selo do logotipo de 1880 a 1936, da Direcção-Geral dos Correios Telégrafos e Faróis é representado por uma carta ao alto, atravessada de ambos os lados por três raios elétricos, tendo na parte superior a Coroa Real.

Estes elementos pretendiam simbolizar o Correio, através da carta; a tutela do Estado, através da coroa real; e, finalmente, os Telégrafos, através dos raios representativos da eletricidade/telegrafia.

O logotipo de 1880 mantendo as armas reais, símbolo das instituições públicas, aproximava a marca das duas grandes atividades desenvolvidas pela Direção-geral: o Correio e os Telégrafo. Neste selo há um desenho, a aguarela, de fardamentos dos funcionários das Ambulâncias Postais Ferroviárias e da Posta Rural e o relatório do Diretor Geral dos Correios, Telegraphos, Pharoes e Semaphoros, relativo ao ano de 1889. 

O selo do logotipo de 1936, mostra o emblema que foi aprovado na altura e que representava o escudo português, armado lateralmente com os raios que simbolizavam as Comunicações (Telegráficas e Telefónicas) encimando a esfera armilar, onde se destacavam as iniciais CTT; mostra-nos também o Edifício da Estação de Correios de Moura, de 1945.

Visita à exposição

O selo do logotipo de 1953 é prova da evolução do símbolo, que consideravam na altura estar “ultrapassado pela evolução do gosto”, tendo o anterior sido substituído por um com referência à atividade do Correio, nomeadamente a “imagem equestre de um postilhão, embocando a buzina”, logo da autoria do mestre Jaime Martins Barata, que é conhecido pela população portuguesa e que ainda hoje continua a ser utilizado, há mais de 60 anos. Neste selo está também representada uma auto-ambulância postal Borgward, de 1953.

O selo do logotipo de 1964 surgiu em janeiro, na edição do Boletim Oficial dos CTT, com um desenho mais moderno, uma imagem do mensageiro a cavalo, em que a postura dos intervenientes resulta numa maior sensação de movimento. Este logo foi utilizado até 1991. Também neste selo podemos ver a imagem de um cartaz publicitário da implementação do Código Postal, de 1978.

O bloco filatélico mostra-nos o logo de 1991, no selo à esquerda. No inicio da década de 1990 houve grandes alterações no Setor da Comunicação, tendo sido separados em 1992, dos ramos de atividade de Correios e Telecomunicações, dando origem a duas empresas: os CTT – Correios de Portugal, S.A. e a Portugal Telecom, S.A.

José Brandão criou então uma imagem mais atual mantendo os elementos essenciais, o cavalo, o mensageiro a tocar a corneta, a carta na mão e o vermelho. Está também representado no bloco um cartaz publicitário do lançamento do Correio Azul e uma caixa Postal de Correio Azul.

Ainda no bloco filatélico, à direita o logo atual dos CTT, desde 2015. Este logotipo foi feito após a conclusão total do processo de privatização, tendo por base duas premissas: o respeito pelo património da marca e a sua atualização, mais condizente com a realidade dos dias de hoje. O cavalo deixa de estar a trote e passa a estar a galope e a sigla CTT ganha mais protagonismo e solidez. Neste bloco podemos também ver a imagem da sede do Banco CTT.

Pormenor da Exposição

Por fim, o fundo do bloco filatélico é a Carta de Confirmação do Ofício de Correio-Mor, mandada passar por D. José I em 1756 a José António de Sousa Coutinho da Mata com a transcrição dos alvarás anteriores, do mesmo ofício, destruídos pelo terramoto de 1755; e uma corneta de Distribuidor Rural, de 1893.

Esta emissão filatélica é composta por quatro selos e um bloco filatélico com um selo. Os selos têm uma tiragem de 105 000 exemplares cada e o valor facial de 0,53€, 0,70€, 0,86€ e 0,91€. O bloco tem o valor de 2€ e uma tiragem de 65 000 exemplares.

A melhor carta para o Herói da Dislexia

Durante a cerimónia, que antecedeu a inauguração das exposições relacionadas com a evolução da marca dos correios, com a filatelia relacionada com a rainha D. Maria II e com a exposição “A cor dos Selos” de João Machado, houve a entrega de prémios aos alunos que participaram no concurso “A melhor carta”.

Gabriel Ricardo Grades recebe o prémio

O desafio era escrever uma carta para um herói e o grande vencedor de todas as categorias, que irá representar Portugal a nível internacional, foi Gabriel Ricardo Grades, da Escola Básica Padre Joaquim Maria Fernandes, do Agrupamento de Escolas de Sousel.

Gabriel escreveu uma carta, que foi lida no local, que impressiona pelo realismo da descrição das dificuldades que enfrenta uma criança com dislexia. Um texto que revela, apenas no final, que o herói da dislexia é o próprio Gabriel, tal como muitas outras crianças, que diariamente conquistam as palavras que lhes permitem expressar e comunicar.

Os vencedores nas várias categorias foram premiados com smartphones e livros para a biblioteca das respetivas escolas.