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A Apigraf – Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras de Papel, apelou ao governo para ter em consideração a necessidade de manter em funcionamento as empresas do setor.

Implementou ainda um questionário semanal para perceber, junto das empresas gráficas, o impacto que a pandemia do COVID-19 está a ter no quotidiano do tecido empresarial. Na segunda semana, quase metade dos inquiridos acusa uma redução de cerca de 50% na procura de serviços gráficos.

“Com a declaração do estado de emergência, a Apigraf não poderia deixar de manifestar a preocupação de que as empresas da indústria gráfica e transformadoras do papel são fundamentais à continuação do funcionamento mais essencial do país”, explica o Diretor de Comunicação e Imagem, Paulo Dourado.

O presidente da Apigraf, José Lopes de Castro, escreveu, numa mensagem endereçada aos associados, que “haverá empresas que irão sobreviver e outras em que a decisão certa será dar por terminado o projeto em que se baseavam. Vemos a alteração de práticas e hábitos por um período suficientemente dilatado para os fixar, vemos a re-hierarquização de prioridades nas nossas vidas e empresas, analisamos com a objetividade e racionalidade que a situação exige o nosso negócio e, empresários que somos, tomamos decisões difíceis, mas necessárias.

Mas reforço aqui uma mensagem tão verdadeira quanto repetida: olhemos com objetividade para o mundo que nos cerca, e continuemos a fazê-lo à medida que esta crise se vais desenvolvendo, e verifiquemos em que medida estamos, e continuaremos a estar rodeados de produtos dos nossos sectores industriais. As indústrias gráficas e transformadoras do papel são, e continuarão a ser, fundamentais na economia e na vida.”

Lopes de CastroLopes de Castro, presidente da Apigraf

Paulo Dourado explica ainda: “não há medicamentos sem caixas, não há papel higiénico e guardanapos sem empresas que os produzam, não há informação sem jornais, não há cultura sem livros  e não há alimentos nos supermercados sem que tenham uma qualquer embalagem que os proteja, e sem que, através da sua impressão, se perceba se estamos a comprar leite ou lixívia”.

A associação reitera que o setor é essencial neste período conturbado, sendo essencial que as “empresas possam continuar a poder contar com condições para laborarem, naturalmente dentro do quadro de restrições sanitárias e de saúde pública que vivemos”.

Que impactos para o setor?

A 9 de março, ao perceber-se o impacto da pandemia do COVID-19 no nosso país, a Apigraf resolveu lançar um inquérito às empresas do setor. Semanalmente, a associação pede às empresas que respondam ao mesmo, por forma a acompanhar a evolução da situação.

Estamos a lançar este inquérito, que nos irá permitir monitorizar a evolução do impacto da Covid-19 no setor. No website da Apigraf vamos disponibilizar periodicamente os resultados do inquérito e, assim que houver dados comparativos, também serão disponibilizados. Para já, e por antecipação do que iremos publicar ainda hoje, na semana passada (13 de março) a maioria dos respondentes diziam que iriam sentir uma redução moderada (3, numa escala de 1 a 5) da procura dos seus produtos e serviços. Uma semana depois, 48,1% dizem que têm sentido uma grande redução (5 na escala de 1 a 5)”, explica Paulo Dourado.

O responsável explica também que o barómetro “é fundamental para se ter uma perceção do que está a acontecer no setor e permitir-nos, junto das autoridades competentes, manifestar de uma forma sustentada as preocupações das empresas nossas associadas”.

Para consultar os primeiros dados obtidos com o questionário, consulte esta ligação.

As medidas adotadas pela própria associação

A equipa da Apigraf encontra-se a trabalhar em teletrabalho. Está a prestar serviço de atendimento telefónico, com reencaminhamento automático das chamadas para os telemóveis dos juristas, “que têm sido incansáveis ao longo desta semana”, afirma o diretor de comunicação.

Teresa Borba, Secretária-Geral, e Paulo Dourado, Diretor de Comunicação e ImagemTeresa Borba, Diretora-Geral, e Paulo Dourado, Diretor de Comunicação e Imagem

Paulo Dourado explica que “o número de horas de atendimento aos nossos associados ultrapassa já largas dezenas – senão centenas-, o que é natural numa fase em que as dúvidas, relacionadas com a atividade das empresas, são muitas ”.

A associação tem enviado informação diária, por e-mail, com informação selecionada e direcionada às empresas associadas, não só no que se refere às decisões legislativas que têm vindo a ser tomadas, mas também outras relevantes, como por exemplo os apoios que estão – ou estarão – a ser disponibilizados, utilizando ainda as redes sociais como o Facebook, o LinkedIn e o próprio website da instituição para divulgar os dados mais recentes.