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Como impulsionar a criatividade na impressão, no não tão “admirável mundo novo” que se revela, com novos hábitos e cuidados, após a chegada e persistência de um vírus como a COVID-19? A Xerox foi à procura da resposta junto de vários especialistas da indústria, num encontro cujo mote foi “Print + Creativity in a new world”.

PrintCreativity

 

Todos fomos afetados pela pandemia e hoje estão connosco alguns sobreviventes. Resolvemos, por isso, juntar as pessoas para discutir estes temas da impressão e criatividade”, explicou Evelyn Truter, Global Production Lead – Integrated Marketing, na Xerox.

Com mais de 1000 participantes inscritos, segundo a Xerox, o painel moderado por Patrick Collister, fundador e editor da revista Directory, contou com a participação de Tracey Koziol, vice-presidente da Xerox Holdings Corporation, Mark Fiddes, da Havas Middle East, Deborah Corn, responsável pelo blog The Printerverse, Alex Grieve, diretor da AMV BBDO, Rob Lenois, diretor criativo da VaynerMedia e Abhay Sharma, professor na School of Graphic Communications na Universidade de Ryerson, em Toronto.

“O mundo mudou e nunca mais vai ser o mesmo. A indústria gráfica serviu-o bem nesta fase difícil e vai continuar a fazê-lo. E a Xerox está bem posicionada para trabalhar com os parceiros neste mundo novo”, referiu Tracey Koziol.

Patrick Collister foi incisivo ao afirmar: “quando algo é muito importante, as pessoas recorrem à impressão”. Num mundo em que a comunicação se está a tornar muito digital, Patrick sublinha que os elementos físicos são fundamentais e orientou assim as questões colocadas aos restantes membros do painel.

Mark Fiddes, no mesmo comprimento de onda, diz “If you mean it, you print it!”. Deu como exemplo uma campanha que ajudou a criar, em que através de várias redes sociais foram recolhidas mensagens, de mães em quarentena, que foram impressas em etiquetas e aplicadas em caixas com refeições. As embalagens foram posteriormente distribuídas a outras mães, as que trabalharam na linha da frente na luta contra o novo coronavírus. Uma campanha que foi muito mais bem-sucedida do que se a comunicação tivesse ficado restrita ao ciberespaço, garante.

A impressão é o meio que permite a abstração das muitas distrações dos meios sociais, que promove a produtividade, a felicidade e a criatividade, ao ativar sentidos como a visão, o toque e até o olfato e a audição, recorda Fiddes. É, por isso, um meio cada vez mais exclusivo e interessante para os profissionais do marketing.

Empty space stadiumEstádio em Taiwan em que foram utilizadas figuras em cartão para preencher o espaço. Poderá ser uma nova forma para comunicar?

 

Deborah Corn fez um apelo: “deixem de pensar fora da caixa e arranjem outra caixa!”. Deu inúmeros exemplos de como a criatividade pode ser aplicada nos espaços vazios deixados pela distância de segurança obrigatória. “E se todos os espaços em branco forem uma tela para criar e uma oportunidade para gerar lucro?”, pergunta.

“Façam-me sentir algo”, pede Alex Grieves, que conta o quanto um cartão eletrónico pode ser algo vazio e sem emoção. No que concerne ao trabalho, o criativo é sucinto: “houve uma altura em que a impressão era a resposta. Agora é parte da resposta”. Porém, refere, é a parte mais interessante e justifica isso com dois argumentos de peso.

A Amazon, o Facebook e outras grandes empresas do digital recorrem atualmente ao produto impresso para marcar a diferença e melhorar os resultados da sua comunicação. Revistas e mailing direto são alguns dos exemplos apontados.

Catalago AmazonCatálago Amazon

Para finalizar, alerta: na democracia do digital não há como controlar completamente se as mensagens das marcas vão ficar para sempre manchadas com comentários, partilhas e associações indevidas, pela ação de utilizadores ligados a causas extremistas ou inadequadas. A solução é, sem dúvida, mais e melhor impressão!