A Lecta anunciou que todo o seu portefólio de papéis para embalagem passou a ser produzido sem PFAS adicionados (substâncias per- e polifluoroalquiladas), numa resposta às novas exigências do mercado e à evolução da legislação internacional sobre segurança química e sustentabilidade.

A decisão estabelece um padrão global para toda a empresa, após um processo de revisão das formulações, seleção rigorosa de matérias-primas e reforço dos controlos ao longo da cadeia de abastecimento.

Com esta mudança transversal, a designação “No PFAS Added” deixará de aparecer em nomes individuais de produtos, uma vez que todas as gamas de papel para embalagem da Lecta passam a cumprir este critério.

A medida abrange todo o portefólio da empresa, incluindo embalagens flexíveis e rígidas, materiais autoadesivos, etiquetas e sacos.

No âmbito desta transição, a Lecta lançou também novos papéis resistentes à gordura sem PFAS adicionados nas gamas Creaset, Metalvac e Adestor.

Estes produtos foram desenvolvidos como alternativa aos papéis greaseproof convencionais utilizados em aplicações alimentares e de food service. Segundo a empresa, combinam elevado desempenho técnico e boa processabilidade, permitindo aos transformadores e marcas adotarem soluções mais seguras e sustentáveis sem alterações significativas nos processos produtivos.

A iniciativa está alinhada com o novo Regulamento Europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), cuja entrada em vigor está prevista para 12 de agosto de 2026, ainda que com períodos de transição para alguns requisitos.

O regulamento prevê restrições ao uso de PFAS em embalagens, exigindo que os fabricantes eliminem estas substâncias das formulações e cumpram requisitos rigorosos em áreas como reciclabilidade, segurança química e circularidade.

Neste contexto, a substituição de materiais com PFAS por alternativas seguras está a tornar-se um fator essencial para garantir conformidade regulatória no futuro.

A tendência regulatória não se limita à União Europeia. Vários mercados internacionais estão também a avançar com medidas semelhantes, aumentando a pressão sobre a indústria para desenvolver alternativas tecnicamente robustas aos materiais baseados em PFAS.