A Durst assinala 90 anos de história com uma visão clara sobre o futuro: a transição da engenharia de precisão para a inteligência industrial.
Para assinalar a efeméride, a Durst apresentou a Kyveris – The AI-Powered Intelligence for Digital Production, uma plataforma que unifica ficheiros, máquinas, software, dados e inteligência artificial num único sistema autónomo de produção. O objetivo é criar um ambiente que aprende continuamente, otimiza desempenho, reduz desperdício e aumenta a eficiência em escala.
A empresa descreve a Kyveris como a passagem da precisão mecânica para a inteligência de produção, rumo ao conceito de “lights‑out factory”, ou seja, fábricas altamente autónomas, transparentes e reprodutíveis.
A Durst sublinha que Kyveris™ não é uma iniciativa experimental, mas o resultado lógico de décadas de desenvolvimento interno, das exigências crescentes do mercado, dos avanços em arquitetura de dados e IA, e das aquisições estratégicas realizadas nos últimos anos. A primeira demonstração pública será apresentada na FESPA 2026 e no Durst Next Technology Festival.
“A Durst nunca foi gestora do status quo. Sempre criámos o próximo padrão. Depois de 90 anos de engenharia de precisão, damos agora o passo seguinte: inteligência de produção para impressão digital e manufatura aditiva. Já não pensamos a produção como uma máquina ou um workflow, mas como um sistema inteligente e em aprendizagem contínua.”
Christoph Gamper, CEO e co‑proprietário da Durst Group
Nos próximos meses, a empresa divulgará mais detalhes sobre as camadas tecnológicas de Kyveris™, incluindo arquitetura de dados, integração de IA, automação e inteligência de produção.
Fundada em 1936 por dois irmãos numa pequena oficina em Brixen, no Tirol do Sul, a empresa evoluiu de um laboratório fotográfico para um dos líderes globais em impressão digital industrial e fabricação aditiva. Ao longo de nove décadas, a Durst transformou máquinas em sistemas, hardware em ecossistemas integrados e produção em processos inteligentes. Cada geração reinventou o negócio: da fotografia analógica à digitalização industrial e, mais recentemente, a ambientes de produção totalmente conectados.