A Cimpress encerrou o exercício fiscal de 2026, terminado a 30 de junho, com um crescimento de 10% das receitas e uma subida de 11% do resultado operacional, para cerca de 219 milhões de euros. Em termos orgânicos e a câmbio constante, as receitas avançaram 4%.

O lucro líquido atingiu aproximadamente 85 milhões de euros, mais 74 milhões do que no exercício anterior, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 6%, para cerca de 400 milhões de euros.

A VistaPrint aumentou as receitas em 6% e obteve um EBITDA de 342 milhões de euros, com uma margem de 20%. As áreas de materiais de marketing, produtos promocionais, vestuário, embalagem e rótulos mantiveram uma evolução positiva, enquanto os cartões de visita e artigos de papelaria permaneceram estáveis.

Nos negócios Upload & Print, a PrintBrothers e a The Print Group registaram um crescimento conjunto das receitas de 21%, ou 7% em termos orgânicos. O EBITDA combinado subiu para cerca de 163 milhões de euros. A National Pen aumentou as receitas em 10% e alcançou um EBITDA próximo de 35 milhões de euros.

Apesar da melhoria dos resultados, o fluxo de caixa livre ajustado recuou para aproximadamente 107 milhões de euros, refletindo o investimento na reorganização da rede industrial norte-americana, os custos de arranque e maiores necessidades de fundo de maneio.

Para o exercício de 2027, a Cimpress prevê um crescimento das receitas de pelo menos 7% e um EBITDA ajustado mínimo de 453 milhões de euros. A estimativa para o lucro líquido situa-se acima dos 109 milhões de euros.

As previsões já consideram o aumento dos preços da energia e parte das novas tarifas norte-americanas, mas não incluem a tarifa de 50% anunciada para determinados produtos canadianos. Para 2028, o grupo aponta para um EBITDA ajustado de, pelo menos, 536 milhões de euros.